outras recordações

sexta-feira

Encerramento;

21 de Julho de 2011;


     Desde semana passada vinha sentindo que alguma coisa estava errada (sabe aquele sentimento/sensação quando esquecemos alguma coisa? pois é, multiplique por 2638484 vezes, era como me sentia). E ao mesmo tempo não conseguia tirar o Mick da cabeça; eu tinha que falar com ele. Pensei em mandar uma carta por correio com um origami (sim, ele entenderia), ou puxar papo com ele pela internet mesmo, mas não fiz nada. Não achei uma boa idéia nada disso. Afinal, já tinha passado tanto tempo, estávamos bem. Pra quê estragar?
     Até que terça-feira, eu encontrei o Jé na estação, quando estava indo pra última aula teórica da 1ª habilitação, ele disse que estava procurando uma casa no centro e tal, naturalmente, perguntei o porquê, foi aí que ele disse que o Mick estava indo. Indo embora. Pensei comigo "tá explicado", tudo se encaixou destro na minha cabeça (e no meu peito).
     Quarta-feira, no trabalho, tentei falar com ele pela internet, mas não consegui. Deixei um recado, mas o mesmo só foi respondido muito mais tarde daquele mesmo dia.
     Foi como no meu aniversário: nada. Só aquela esperança que insistia em ficar acesa.


     Não dá pra explicar, isso é algo muito além da capacidade que temos. Não é uma coisa dessa vida. Tu me viu muito antes da gente pensar em fazer parte desse tempo. Somos muito mais ligados do que qualquer outro, mesmo não querendo, mesmo às vezes que tentamos não nos importar. Pra tu ter uma noção, dias antes de encontrar o Jé, eu estava com uma frase na cabeça: "Jogar tudo pro alto me convém. Estar acima da razão só porque somos jovens". Não tenho explicações pra isso, o que eu sei é que eu senti
     
***

     Tudo o que eu te disse sobre querer que isso dê certo pra ti, sobre os nossos sonhos, desejos, vidas, foi sincero. Eu realmente quero um mundo de cores pra você e, independente de onde/como for, encontre seu equilíbrio. Eu vou ficar aqui, mandando muita energia positiva, muita paz. Que o mundo tome conta de você tão bem quanto eu, quando pude. Tive muita sorte de cruzar contigo de novo nessa vida. Eu queria poder ter dito que pra tudo eu estaria aqui, de uma forma ou de outra. Eu queria, eu queria, eu queria, eu queria...

terça-feira



vou ser do mundo,
talvez assim ele seja um pouco meu também

17 de Maio de 2011;


bleeding again.
     Você me vê e pensa: ela está melhor, já passou., mas se me visse a noite, com certeza, choraria comigo. Eu realmente estou tentando, juro por Deus! Por mais que ele faça graça disso tudo. Afinal, a vida continua, o mundo não parou por nós. Resta seguir em frente.
     
     Ontem mexendo nas minhas coisas, achei uma porção de fragmentos de dias lindos e mágicos que nós passamos juntos, isso sem falar do encontro no centro. Deus tá querendo me testar, só pode ser! Quando eu decido deixar te pra lá e continuar do jeito que for, de uma forma ou outra, querendo ou não, eu te encontro. Há alguns dias eu realmente quis sumir, ficar sem notícias suas. Assim como eu quis te esquecer quando notei que tudo era bem mais sério do que eu previa (início). Não vou dizer que deu certo, mas pelo menos, na internet, eu já não te procuro mais. Creio que isso seja um avanço, enfim!


     Mas eu continuo tentando, um dia vai dar certo. Tem que dar. Que outra solução tem isso tudo? Cansei de chorar, cansei de ficar triste, cansei de tentar fazer os outros felizes, cansei. Vou me preocupar comigo e como tudo vai ficar de agora em diante.
     Ainda dói? E muito, mas vai passar.
     

segunda-feira

16 de Maio de 2011;


     Tem certas coisas que eu escrevo que nunca serão lidas. 


     Abstinência: atitude humana de renúncia voluntária à satisfação de um desejo ou necessidade.
     Não é nada fácil. Ainda mais quando o seu único inimigo, é você mesmo. Jogo limpo, sem cartas na manga. Só você e você. 

sábado

3 de Novembro de 2010;


     "Não foi fácil perder você. Não sei como vai ser daqui pra frente, mas se eu continuar te vendo, mais lágrimas minhas cairão e mais machucado você vai ficar. Eu não vou mais te encontrar, enquanto às aulas de piano, vou cancelar a minha matrícula, eu não ia suportar te ver, te ver, te ver. Sorry, I can't. Talvez tu não saiba, talvez eu nunca demonstre, talvez seja um erro falar agora, mas eu gosto muito de ti, muito mais do que deveria. Não há nada que eu possa dizer pra confortá-lo, nada. Mas dessa vez vou manter a minha decisão. Chega de te machucar. Não sei o que deu em mim pedir pra te encontrar depois daquele dia na parada.
Sei que isso não vai passar, mas não custa tentar. Pode ter falhado uma vez, mas depois de hoje, do que eu senti e vi quando te abracei, nossa, nunca mais quero te fazer sentir isso.
Vou pra longe onde ninguém vá me alcançar. 



Você não pertence a mim."

sexta-feira

27 de fevereiro de 2011


     Algumas pessoas só acreditam no que veem, outras conseguem acreditar no que acham certo. Eu sou o tipo de pessoa que, aos olhos de Deus, seria chamada de Receptáculo de Mentiras -"Venha! Deposite suas mentiras aqui!", pois eu acredito em tudo o que as pessoas me falam; sejam essas mentiras ou verdades. Não há como criar um filtro, eu simplesmente acredito.
     E enquanto você inventa sua história de mentiras, eu transformo-a em realidade. Então, por favor, não diga palavras apenas por dizer, não minta por mais que você ache que isso possa ser melhor que a verdade, não prometa o que você não pode cumprir. Com certeza, eu criarei expectativas e no final, isso machucará mais a mim do que a você; como se você não soubesse disso.
     Eu aguentei até agora por nós (não tenho mais forças), não há como garantir que eu vá muito além disso. Não quero mais viver das suas mentiras nesse mundo paralelo que você insiste em me deixar.


eu quero acordar.

segunda-feira

20 de dezembro de 2010;

     Odeio postar aqui, porque quando isso acontece, na maioria das vezes, meu mundo desabou. No caminho até o trabalho repassei aqueles seis meses fora de casa, os encontros por acaso, o dia da primeira aula de piano, o show que eu não fui, todos os episódios do True Blood que vimos juntos, everything.

     *(07:42) O telefone tocou, era ele. Não consegui falar nada e ainda não consegui chorar também. Talvez eu já esperasse isso. Mentira, eu nunca ia imaginar. A curiosidade matou um gato, assim como matou um amor. Fiquei pensando na música do TNT - Quem procura Acha e na Camile, óbvio.

     Eu dizia: Tu tem noção do que eu fiz pra estar aqui contigo? de tudo o que eu deixei pra trás? - antes disso, ele disse alguma vez: Tu não pode ter as duas coisas. Então eu escolhi, ou melhor, o escolhi. Deixando pra trás uma vida que poderia ter sido bem diferente. Deixando alguém muito mal, muito machucado, mas isso não importaria, afinal eu teria ele e tudo ficaria bem. Pelo menos era assim que deveria ser.
     
     Outrora pensei no dia em que ficamos abraçados ouvindo Harder Than You Know, no pedido que foi recusado, no "eu não te amo mais" que foi dito e que eu sei que doeu muito, nas promessas/sonhos jogados fora, em todas as palavras que tu disseste e hoje pesam como pedras na minha alma. Eu só consigo pensar em te dizer: "tu tinha razão, me desculpa pelas noites em pranto, os dias sem colocar nada na boca, as lágrimas no travesseiro, esquece tudo; tu estava certo.", mas eu não teria coragem, na verdade não acho justo. No final das contas, cada um tem aquilo que merece. Eu escolhi que fosse assim e como já disse, são minhas decisões, minhas consequências.


     Essa coisa de amor é complicado. Principalmente quando só uma das partes se entrega realmente.