outras recordações

segunda-feira

20 de dezembro de 2010;

     Odeio postar aqui, porque quando isso acontece, na maioria das vezes, meu mundo desabou. No caminho até o trabalho repassei aqueles seis meses fora de casa, os encontros por acaso, o dia da primeira aula de piano, o show que eu não fui, todos os episódios do True Blood que vimos juntos, everything.

     *(07:42) O telefone tocou, era ele. Não consegui falar nada e ainda não consegui chorar também. Talvez eu já esperasse isso. Mentira, eu nunca ia imaginar. A curiosidade matou um gato, assim como matou um amor. Fiquei pensando na música do TNT - Quem procura Acha e na Camile, óbvio.

     Eu dizia: Tu tem noção do que eu fiz pra estar aqui contigo? de tudo o que eu deixei pra trás? - antes disso, ele disse alguma vez: Tu não pode ter as duas coisas. Então eu escolhi, ou melhor, o escolhi. Deixando pra trás uma vida que poderia ter sido bem diferente. Deixando alguém muito mal, muito machucado, mas isso não importaria, afinal eu teria ele e tudo ficaria bem. Pelo menos era assim que deveria ser.
     
     Outrora pensei no dia em que ficamos abraçados ouvindo Harder Than You Know, no pedido que foi recusado, no "eu não te amo mais" que foi dito e que eu sei que doeu muito, nas promessas/sonhos jogados fora, em todas as palavras que tu disseste e hoje pesam como pedras na minha alma. Eu só consigo pensar em te dizer: "tu tinha razão, me desculpa pelas noites em pranto, os dias sem colocar nada na boca, as lágrimas no travesseiro, esquece tudo; tu estava certo.", mas eu não teria coragem, na verdade não acho justo. No final das contas, cada um tem aquilo que merece. Eu escolhi que fosse assim e como já disse, são minhas decisões, minhas consequências.


     Essa coisa de amor é complicado. Principalmente quando só uma das partes se entrega realmente.



Nenhum comentário:

Postar um comentário