outras recordações

quarta-feira

20 de Janeiro de 2010;  


   Hoje o sol não apareceu e o céu está escuro, parece fim de tarde. Na vinda para o trabalho adormeci no ônibus (agora tenho mais uma coisa pra compartilhar minhas horas de sono: meu Diário, parfait!). Atravessei a passarela sentindo uma garoa leve embalada pelo ar fresco, a chuva de ontem trouxe um friozinho gostoso, estou até de casaco! Bom seria poder ficar em casa, olhar um filme com pipocas (e o Mick), mas estou aqui, trabalhando (viva).

   As horas arrastam-se... que manhã longa! Não suporto ficar ansiosa e hoje ainda marquei de ver a Renata para conversarmos (mais ansiosa ainda), que agonia.

   O dia continuou assim, devagar... O sol não apareceu dando espaço pra nuvens escuras e choronas. Passei a manhã toda a escutar minha lista de reprodução Depressive, pra combinar com meu humor catastrófico. Ultimamente não sinto muita fome, estou comendo bem pouco, também não sinto vontade de fazer muitas coisas além de desenhar e postar meu dia-a-dia aqui. Com esse friozinho e meu super humor, a opção mais viável que achei foi dormir a tarde toda... e foi o que fiz até acordar com a ligação da Renata, dizendo que não poderia sair essa noite (havia convidado ela pra fazer algo, apostando que isso salvaria meu dia). Logo que ela desligou o desespero misturado com a sensação de solidão (sozinha em casa e sem notícias do Mick há alguns dias) bateu forte. Confesso ter deixado cair algumas lágrimas enquanto escutava Here I am, logo peguei no sono de novo.
  Desta vez acordei sozinha, sem ajuda de nenhum telefonema ou pesadelo. Meu telefone ainda tocava alguma música que não recordo; desliguei. Com a cabeça sobreposta em MJ (meu urso de pelúcia) comecei a pensar no Mick e de como estávamos estranhos; não demorou mais que meio segundo tocou o telefone, interrompendo meu momento de amargura. Atendi; era Mick. Com uma voz tranquila e alegre. não estávamos estranhos, eu estava. Lembro dele ter dito 'Oi' e 'ligo mais tarde' (?). Desliguei o telefone e fui tomar um banho, lavar os pensamentos.

  Mais a noite o Junior pediu-me um favor (o qual seria imoral revelar aqui) e eu disse sim. Ele veio aqui em casa lá por volta das dez da noite. Logo que ele chegou Mick me ligou; normal. Eu já estava melhor também. Conversamos sobre tudo, muito tempo. Acho que isso é uma coisa que o faz tão interessante: saber que posso contar tudo a ele. Coitado do Junior, teve que esperar ele desligar para voltarmos a fazer o que estávamos fazendo (o favor); enquanto isso ficou na internet, navegando.

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