outras recordações

sexta-feira

22 de Janeiro de 2010;

   Cheguei na casa do Mick quase duas da madrugada (ler post anterior), o taxista foi legal e deu desconto de 4$! Entrei no escritório o qual ele me apontou; coração a mil, saudade tão perversa de dar vontade de arrancar um pedaço dele! Entrei e quando vi lá sentado na mesa de um dos computadores estava o chefe dele (melhor impossível!). Perdi completamente a vontade de ficar acordada; nem cheguei a beijar Mick direito, larguei minhas coisas em cima de uma almofada e ali já fiquei também, enquanto os dois trabalhavam... Escorei a cabeça, adormeci. Meu corpo parecia flutuar, estava exausta! Senti algo me tocando, acordei, era Mick, pegou minhas coisas e disse para ir com ele. Fomos para a peça ao lado, onde ele reside. Não passava mais nada na minha cabeça a não ser: cama (e Mick). Não deitei, diria que caí na cama e dali não saía mais. Logo ele veio se chegando, preenchendo a parte de mim que tanto me fez falta durante todos esses dias. Fiquei completamente envolvida por seus braços, sentí-lo tão perto é uma sensação inexplicável. Seus lábios tocaram os meus suavemente enquanto seus dedos passeacam em meio aos meus cabelos. Agora estava tudo bem. Senti seu corpo se afastar, quando notei ele estava em pé dizendo que já voltava (tudo pra ajudar). Ouvi a porta fechar, 'deve ter ido terminar alguma coisa', pensei. Esperei... acabei adormecendo. Pareceu-me ter passado pouco tempo, ouvi Mick me chamando baixo. Achei que estava sonhando, mas derrepente suas mãos já me envolviam. Abri os olhos e ele estava deitado ao meu lado, havia voltado e agora ficaria comigo. Eu não sei se essa é a melhor maneira de explicar, mas internamente aquele momento mostrou o quanto eu precisava dele agora. Toda aquela angústia, inquietude que vinha hora ou outra em variadas frequências desaparecia quando eu estava em seus braços. Eu estava em paz.
   Antes de dormirmos lembro de colocar o relógio para despertar às cinco e meia da manhã para poder me arrumar tranquila para ir para o trabalho e colocá-lo ao lado da cama. O único problema foi que eu não lembro de sequer ter escutado ele despertar. Eu tinha que ter ido tralbalhar e acabei dormindo até o meio-dia com uma ligação da minha mãe, sendo que minha carga horária vai das sete à uma. Saímos correndo, arrumando tudo meia-boca. Estava desgostosa comigo mesma, com rupgno de minha própria face. Como pude deixar isso acontecer?! Que irresponsabilidade!
   Chegando em casa tentei diversas vezes ligar pro meu trabalho na esperança de acertar tudo com a chefia. Infelizmente, nada. Ninguém atendeu todas as vezes que liguei. É, hoje o dia começou ruim. Mas terminaria pior com certeza, minha mãe chegaria só no fim da tarde em casa e teria muitas coisas a me dizer. Dito e feito, chegou e eu escutei (muito, e quieta).
   Além da lição de moral e baixa na auto-estima ainda ganhei um castigo de brinde (viva!).

Nenhum comentário:

Postar um comentário