Janeiro 24 e 25 de 2010;
Acordei com um 'te amo' baixinho e braços envolvendo meu corpo, éramos dois e ao mesmo tempo um só. Abraços quentes e beijos extremamente sedutores completaram aquele final de manhã. Como pode, um dia parece se transformar em semanas, semanas em meses ou até mesmo anos, eu realmente não sei o que seria de mim hoje se ele não estivesse aqui, tão perto. Tudo nele me atrai, me faz querê-lo mais e mais. Desde um simples carinho até ao olhar mais indescente. Everything, everything. Quando disse que tínhamos de levantar, pois já era mais de uma da tarde ele (jogando sujo, pra variar), como não queria, começou com os 'vem cá', tenatava sair, mas ele me puxava de volta e nos beijávamos. Tudo nele, e principalmente na parte da manhã, é tentador, diífil dizer não aos seus pedidos. Só saímos da cama porque todos já haviam levantado, tínhamos de nos arrumar para sair.
Pegamos o ônibus, mas ele ficou tinha que ir para casa. Ter de deixá-lo está se tornando cada vez mais difícil. Eu não consigo aceitar o fato de que temos outras tarefas a cumprir, em minha cabeça toca apenas uma música: Mick, Mick. Minhas manhãs mais lindas vindo para o trabalho, as noites amanhecidas que valeram a pena foram com ele, ele, ele. É nele que estou pensando quando acordo, nele que penso quando pego no sono. Da noite pro dia esse Mick que pra mim não era nada transformou-se em meu mundo. Agora nada faz sentido se eu não o tiver, e isso é assustadoramente incontrolável.
A Gabi desceu na casa do Lê com ele, eu e Sú seguimos para a casa da minha vó. Quando chegamos lá almoçamos (isso já eram mais de duas horas) e fomos até a casa da Sú para ela trocar de roupa e largar suas coisas. Ficamos algum tempo jogando GTA S/A no computador depois voltamos para a casa da minha vó. No caminho ela disse que não estava se sentindo bem e que voltaria pra sua casa. Com isso, nem passei na casa da vó, segui direto para casa. Chegando lá liguei para o meu celular que havia ficado no bolso da calça de Mick quando peguei o ônibus, ele atendeu, mas desligou (?)... Conectei-me a internet e consegui falar com ele. Marcamos dele vir aqui em casa para fazer a tatuagem da minha mãe hoje, antes que ela desista. Ele disse que viria, então eu esperei.
Confesso que quando ele disse que viria comecei a ficar impaciente, agora as horas arrastavam-se. E ele demorou... mas chegou. Ah, como é bom tê-lo aqui bem ao meu lado, poder apertá-lo forte e beijá-lo muito. Ele estava em casa, praticamente. Veio de bermuda e chinelo de dedos; tão lindo... Bastava olhá-lo pra ter certeza de que está tudo bem, agora está sim.
Arrumamos as coisas para fazer a tatuagem e quando tudo já estava pronto deitamos um pouco para curtimos um ao outro. Ele estava extremamente carinhoso. Lembro dele dizer 'já estava com saudades', tudo nele era simplismente fascinante.
Começamos tarde a tatuagem já passava das onze horas. Lá pela metade dela minha mãe perguntou: 'Michael, tu não vai ir embora hoje né?', virei em dentes. Ele disse não saber, então ela o convidou para ficar (vivaaa). Após muitas xícaras de café, beijos e risadas terminamos. Ficou linda! Perfeita. Minha mãe amou. Guardamos tudo e nos preparamos para deitar. Todos os dias levanto cinco e meia da manhã, e já eram três e meia. Ao invés de dormir preferimos ficar acordados e passar aquelas horas juntos. Foi um lindo resto de manhã de amor... até que minha mãe entrou no quarto dizendo: 'Kamila, oh! (uma pausa constrangedora)... são seis horas! (sendo que eram recém cinco e meia e que nós dois estávamos acordados, aliás, nem dormimos)', loser! Momento vergonhoso e de muitas risadas.
Levantamos ainda rindo e fomos tomar banho. O Mick quando tem algum compromisso se transforma num completo chato. Apressa a gente e faz parecer que estou sempre atrasada. Tomamos café (melhor café da semana) e descobri que além de ser chato tem manias estranhas. Uma delas é que, eu geralmente faço barulho tomando café, ele odeia isso. Ainda bem que eu gosto de provocá-lo (rs). Hoje a manhã estava escura, parecia que ia chover. Na parada ele 'farejou (literalmente)' algum cheiro. Então vimos o bar ao lado abrindo, era o cheiro dos pastéis de lá. Ele perguntou algo como 'é cheiro de comida?' e acho que respondi que sim, e parecia pastel. Não precisou de mais nada, seguiu em diração ao bar decidido. Compramos uma para cada um, e logo o ônibus chegou. Chegamos no centro cedo, então caminhamos devagar curtindo cada minuto juntos. Agora as nuvens haviam ido embora e um sol tímido parecia mostrar-se. Que manhã...!
Chegávamos perto do meu trabalho, logo ele teria que ir. Essa despedida foi (muito) melhor do que as outras, geralmente ficamos nos olhando, sem saber bem o que fazer ou falar; desta vez ele chegou pertinho, levou suas mãos até meu rosto, beijou-me e foi-se. Eu sentia o chão, mas agora pareia não tocá-lo mais.
No trabalho foi tudo normal, mesmo não vindo sexts não serei despedida (viva), pelo contrário, até recebi elogios pelo meu desempenho. Vai entender... A manhã arrastou-se, mas chegou ao fim, fui para casa. Lembro de acordar na minha parada, desci correndo. e o resto da terde tirei para dormir.
Quando acordei o sol já havia sumido, a noite ganhara seu lugar. Mas só levantei porque estava com muita fome; precisava comer alguma coisa. Tomei um café e acabei comendo apenas um pão; tomei um banho e fui ver se encontrava o Mick pelo orkut ou MSN, nada... Resolvi arrumar meu brechó, já faz algum tempo que estou enrolando e nunca o atualizo. 'Farei isso agora', pensei. E fui até quase duas da manhã arrumando-o. Quando fui sair, que já estava com muito sono novamente, Mick mandou-me um 'Oi'; justo a essa hora (grrr)! Trocamos meia dúzia de palavras e tive de dizer tchau (aperto no peito).
Falando em aperto no peito, ontem quando estávamos deitados em minha cama Mick perguntou se eu estava com um aperto no peito, estranhamente, sim eu estava. Perguntei 'Por que?' e ele respondeu: 'Porque eu também estou.', não sei se cheguei a comentar, mas Mick às vezes parece ter super-poderes³ (não riam), é sério.
Fui deitar, fiquei pensando no Mick e logo peguei no sono.
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